domingo, 31 de março de 2013

Está a faltar o tempo

e tempo bom!...
 
A meteorologia enganou-me uma vez mais e esta semana foi das piores, chuva quase todos os dias e inundações generalizadas na sexta-feira santa. O mar também pregou partidas e deu-me trabalho toda a manhã de sábado, único dia da semana em que se viu a luz do sol e as abelhas em perfeita loucura.
 
Na sexta-feira, mesmo com chuva, já tarde dentro, dei um salto à serra para deixar as lembranças da época e avaliar as florações... não devia demorar mais de uma semana a ir para lá, mas ficarei já muito satisfeito se tiver tempo para as levar até 15 de Abril.
 
No sábado ao início da tarde, depois de terminadas as limpezas da marginal, passei pelo Sargaçal, antes do almoço que acabei por não ter...
Quando lá cheguei apanhei um enxame e passei revista às colmeias com dúvidas, mexi uns quadros, umas alças em especial nas colmeias com mais abelhas e confirmei a inevitável maluqueira da substituição de mestras  que os períodos longos de elevada humidade  e temperatura provocam...
 
Ao final da tarde sentei-me numa alça, abri o enxame e catei mestras sem fim, umas 24... fiz logo ali os enxames de fecundação que pude, antes do tempo ficar fechado e frio e as restantes guardei-as numa das colmeias orfãs do apiário para amanhã se houver tempo!...
 
Só hoje à tarde de baixo de intensa chuva, que voltou, pude visitar o Cabedelo que encontrei como previa, inundado!
Da última vez que isso aconteceu, há uns quatro anos, tive colmeias que ficaram com a entrada submersa, desta vez a água ficou só a 5 cm!
 
Na próxima sexta terei mais 24 núcleos de fecundação para fazer  e proceder à respetiva introdução... continuará a faltar tempo!
 
 
 

domingo, 17 de março de 2013

Boas notícias

ou talvez não...

É a primeira vez este ano que as previsões meteorológicas a 10 dias para a região não noticia a ocorrência de chuva... poderá ser um bom prenúncio!
 
Em boa verdade a época aqui termina com o eucalipto que terá muito pouco para dar mesmo com a prevista  melhoria de tempo. Mas o ano ainda me trará muitas emoções se o tempo não me faltar.
 
Hoje pela manhã andei quase duas horas na posição do corcunda, entre a verificação do estado das alças e debruçado sobre os núcleos que realizei no final da 2.ª quinzena de Fevereiro, a conferir a postura das novas mestras... nada mau, mas é urgente fornecer abelhas a algumas delas e alimenta-las! À tarde com o vento foi impossível abrir uma colmeia a sério e só fiquei pelo passeio... 
 
Uma preocupação, depois das minhas tardes de maneio tenho sentido um cansaço imenso, começo a desconfiar se aguentarei as crestas que se aproximam.
 
 

sábado, 9 de março de 2013

Devagar devagarinho

se vai enchendo o ninho!
 
O tempo continua instável, a chuva e o vento não nos deixam e o desenvolvimento dos colmeais tem sido lento... Nos dias 18 e 19 do mês de Fevereiro nasceram-me as primeiras mestras, fiz 25 núcleos mas o tempo tem sido tão mau, primeiro muito frio depois muita chuva e vento que até me tem custado verificar as suas posturas... de lá para cá parei com tudo, não aguento andar a hostilizar as abelhas com mau tempo. Este último mês em média tivemos 1 a 2 dias bons por semana o que é muito pouco quando é no mês de Fevereiro que se concentra a maior disponibilidade de floração.
 
Praticamente já distribui as últimas alças usadas e rezo para que as abelhas ainda as possam encher de mel, porque as florações mais importantes estão a terminar. Calculo portanto que não chegarei a dar uso ao investimento que fiz no final do ano passado ao adquirir mais 40% de alças para fazer face ao aumento de colmeias e ao previsivel aumento de produção.
 
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Humidade alta

Preocupações máximas!

Associado a períodos prolongados de chuva, portanto de elevado teor de humidade ambiente, seja no Inverno ou na Primavera, ocorre sempre uma predisposição natural à enxameação e ou à substituição natural das raínhas.
 
Dito de outro modo, associado aos grandes teores de humidade ocorrem entradas ciclópicas de nectares e poléns que em regra provoca uma explosão da criação mas também leva ao bloqueio nas zonas de postura e consequentemente é predisposição para a substituição natural da raínha!
 
O ano passado em finais de Abril e Maio choveu quase sem parar durante um mês. Quando começou a chover, no litoral aguardava eu a conclusão da selagem dos favos de mel para proceder à previsivel demorada colheita e abastecer de alças as colmeias levadas para a serra em meados de Abril...
No litoral, mesmo com baixa desnsidade floral as raínhas dispararam a pôr, registaram-se saídas de enxames e substituições de mestras. Na serra, agravado com a falta de espaço que não chegou, foi um completo desastre!...
 
Estas últimas semanas tenho-me deparado com colmeias zanganeiras e inúmeras tentativas de substituição de mestras, colmeias com mestras a pôr com vários mestreiros formados e destruidos lateralmente!
Sempre com um fator comum: ninhos encravados de polén e néctares.

A instabilidade do inverno

tem tornado a apicultura desconcertante!...

A ocorrência de dias de temperaturas amenas e húmidos com grandes entradas de néctares e polens, interrompidos por dias frios, tem levado ao encravamento dos ninhos, à paragem  de postura das mestras e consequentemente à tentativa de substituição da mestra pelas abelhas.
 
Nesta altura do ano, em regra costumo trabalhar as colmeias ao nível das alças, criando progressivamente espaço para a subida das mestras às alças de nove quadros, organizando a arrumação dos quadros com mel para alças de oito quadros, mas o frio tem sistematicamente interrompido a subida explosiva às alças, deixando de ter a sua função de expansão do ninho.
A população das colmeias não cresce, ocorrem encravamentos frequentes nos ninhos, em alguns casos com redução da população... consequentemente quebra nas produções...
 
Voltei portanto aos ninhos, onde tudo se decide, substituindo dois a três quadros de mel e ou polén por quadros de cera estampada por forma a impedir a morte da raínha e permitir a (segunda) explosão primaveril que já virá atrasada.
 
Mas a ansiedade toma conta de mim pela incapacidade de poder acorrer a todas... porque para além do número de colmeias, também a  meteorologia nem sempre me deixa mexer-lhes.
 
 
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Passou Janeiro

Voltemos à apicultura!

O mês de Janeiro como eu temia, foi terrivel, frio e muita chuva, especialmente muita chuva... e também teve um fim de semana de extraordinários ventos, foi no sábado 19 em que por todos os lados caíram árvores e telhados.
 
Felizmente o temporal nos meus apiários não fez mais do que levantar umas tampas de colmeias, embora na Mata um eucalipto com cerca de 3 ton tenha caído encostadinho e alinhado com uma das fiadas das colmeias, deixando as três últimas da fila envolvidas pelas ramagens... deixando-me os acessos bloqueados ao carro.
 
Foram três semanas de profundo recolhimento em que até perdi o hábito de visitar as colmeias pela tristeza que me causava a sua dormência, vendo-as progressivamente desaparecer do topo das alças mais elevadas quando espreitava pelas colmeias que têm plástico cristal antes do caixilho.
 
Há duas semanas atrás foi visitar uma obra numa zona florestal e no decurso da reunião a uns 150m da obra sai-me da floresta  para o caminho um apicultor de avançada idade em  movimentos de alguma  dificuldade e aflição que me levaram a abandonar a reunião e a dirigir-me ao ancião rodeado de abelhas que também veio ao meu encontro solicitando-me que lhe matasse todas as vivas que se encontrassem dentro da máscara mal apertada. Foi a vontade de ajuda ao apicultor de avançada idade que já mal se move e o impulso e grande saúdade pelo toque das abelhas. 
 
Só hoje depois de três dias empatados,  voltei a sorrir ao sentir os aromas dos apiários, o bafo quente a  saír da colmeia, ouvir o zumbido da ventilação e sobretudo vê-las novamente regressar ao topo das alças.
 
Prevejo um fim de semana de grande trabalho, desencravar ninhos, distribuir alças, limpar ceras, acabar com umas tantas que não se desenvolvem e voltar à apicultura que aqui está a entrar nos derradeiros 2 meses da campanha.
 
O salgueiro está a rebentar,  ligeiramente temporão, a acácia longifólia está a dar os primeiros apontamentos, os matos pintam de amarelo os fundos e o eucalipto com produções de flor modestas vai concerteza prolongar-se até final de Março.
 
 
 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Em Dezembro

houve dias de ficar deslumbrado


Este Dezembro foi de temperaturas amenas, embora com alguma chuva e muita humidade que deu um trabalho suplementar às colmeias, proporcionando que as mais atrasadas encravassem de mel a zona de criação, atrasando a desejavel explosão enquanto aguardavam a minha chegada para a substituição de quadros e as habituais remexidas.
 
Esta última semana houve dias de sol claro com colmeias fervilhando de abelhas, com grandes ganhos de polen e néctares que ao final do dia espalham o cheiro a uma centena de metros. Nas minhas visitas à hora do almoço facilmente me esqueço das horas e do almoço, saltando de apiário e entre colmeias deslumbrado a apreciar o movimento e a deliciar-me com aquele ambiente.
 
Durante o mês, progressivamente as colmeias foram compondo as alças e iniciando a subida da criação às alças. Distribui algumas alças mas a manter-se este tempo prevejo ter que distribuir grande quantidade nas próximas semanas.
 
Nota-se já grande disponibilidade de machos e com estas temperaturas tão amenas começo a pensar em fazer os primeiros ensaios de  produção de mestras, mas a desconfiança do mês de Janeiro em regra frio, vai-me refreando os ímpetos.